
O jornal argentino Clarin estreou nesta segunda-feira seu novo portal com novo visual, melhorias na navegação e uma novidade: uma plataforma gratuita de blogs.
Agora a Clarín Blogs concorre com os tantos outros serviços como Blogger, Wordpress, Weblogger, Blig, dentre outros. Já preparado para dúvidas de potenciais usuários, os responsáveis pelo projeto já prepararam um blog com explicações sobre o serviço.
"Crear mi blog"
Fiz um teste com a ferramenta e a primeira impressão foi positiva. Interface bem intuitiva e leve. De cara ele te oferece seis templates padrões, que podem ser (parcialmente) customizados depois pelo blogueiro. Dá pra sentir que eles querem trabalhar também com o público mais leigo, pela simplicidade das opções do admin do blog. O Clarin também oferece a possibilidade de agendamento de post.
Clarin Blogs e Blogs do Clarin
O jornal já mantinha certos blogs no ar. Mantidos por contratados da publicação, as páginas eram classificadas como "Clarin Blogs". Com o lançamento da nova plataforma, todos os blogs foram homogeneizados na página, eliminando hierarquia e separação entre páginas da instituição e de usuários comuns.
Na prática, o que é isso?
Vejo isso com ótimos olhos. Sério! Acho que isso é um passo importante para a implementação real do tão falado jornalismo colaborativo. O Clarín já é uma publicação com nome forte. Ter um blog com a titulação do jornal pode transmitir credibilidade e motivação às pessoas, incentivando o uso dos blogs para a prática do jornalismo.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Clarin inaugura plataforma de blogs
Postado por Raquel 1 comentários Marcadores: blogosfera, internet, Jornalismo
O Apartheid tecnológico da África
Já parou para pensar como são as condições tecnológicas do continente mais sofrido do mundo?
"Apesar do seu crescimento, a Internet, é ainda de domínio da elite. (...)Por exemplo, na África, o continente menos desenvolvido do mundo, onde 70% da população é rural, o acesso à linha telefônica é inexistente. Existem pouco menos de 20 milhões de linhas telefônicas em todo o continente e quase todas essas linhas estão
instaladas na zona urbana"¹.
Região menos informatizada, continente mais desprovido de infra-estrutura de forma que dificulta o uso de computadores, difícil acesso às novas tecnologias e atraso: assim é o desenho da África.
Longe de alcançar os padrões de telecomunicações, a África se afasta cada vez mais do mundo globalizado e informatizado.
A condição de dependência e subdesenvolvimento tecnológicos que o continente está submetido é a grande pedra do sapato da região. Por causa disso, a África não é capaz de competir justamente no mercado internacional em serviços relacionados à indústria e à tecnologia avançada. Várias outras atividades que também precisam desse processo de informações bem elaborado, ficam impraticáveis. 
As políticas praticadas pelo Estado predatório foi, basicamente, o golpe que formou as consequencias que fazem hoje a África estar ainda nos primeiros passos da Era da Informação.
A dramática situação atual do continente Africano tem por causa as atitudes sustentadas pela mídia durante décadas. A imprensa sempre fortaleceu conceitos hostis, assim, incentivando criação de divisão étnicas, o que futuramente, rendeu (e ainda rende) diversos conflitos internos e mata milhões. Foi na década de 90 que os conflitos étnicos deram início no continete, provocando massacres e genocídios.
Guiado pelo "pré-conceito" europeu, o povo africano começou a se guiar como tribos. A "lealdade tribal" era requisito para uma boa convivencia dentro do próprio grupo e exigência política interna.
O governo da época, com bases coloniais, tomavam decisões sempre se baseando na premissao que dividia os africanos em grupos tribais, mesmo quando ainda não existiam divisões (dái então inventavam).
Conforme o tribalismo se proliferavam, facções do exército eram estabelecidas e brigas eram travadas, provocando sempre o sofrimento do povo. Institucionalmente desintegrada, a África sofreu longas datas de extrema violência generalizada e guerra civil interna, desorganizando ainda mais a economia e a preparação do Estado para uma nova era. “Uma conferência organizada pela ONU concluiu que "as medidas de ajuste têm sido implementadas a um preço muito alto e grande sacrifício humano, além de estarem esfacelando o tecido da sociedade africana", confirmou um estudo sobre o impacto dos ajustes estruturais da África, feito pelo UnitedNations Population Fund
¹- Trecho do artigo Internet na África: via de mão única a serviço da elite, de Leninne Freitas.
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Postado por Raquel 2 comentários Marcadores: Jornalismo, Tecnologia
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Ok, Estadão. Eu já entendi

Alguém me explica qual a razão para repetirem TRÊS vezes a mesma chamada???
Poxa vida, é falta de assunto para colocar na capa? É falta de noção do editor?
Ler a chamada principal, aquela em caixa alta abaixo do versal, é quase que certo. Ok, colocar lá no cantinho da direita ainda vai, mas em três pontos da página a mesma coisa, aí é sacanagem.
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Postado por Raquel 3 comentários Marcadores: Crítica, Jornalismo
domingo, 9 de dezembro de 2007
Morte ao sensacionalismo
Segundo a Wikipedia, Sensacionalismo é “o nome dado a um tipo de postura editorial adotada regular ou esporadicamente por determinados meios de comunicação, que se caracteriza pelo exagero, pelo apelo emotivo e pelo uso de imagens fortes na cobertura de um fato jornalístico”.
E não tem nada na imprensa atual que me irrita mais que o tal “sensacionalismo”. Dramatização dá audiência, então a galera pega pesado.
Há mais ou menos um ano eu descobri, pela internet mesmo, a existência de um tablóide carioca. O “Hora H” é o maior case de sensacionalismo impresso que existe, eu duvido que exista alguma outra publicação na ativa com tal poder sensacionalista. Fotos, texto e manchetes toscas estampam o jornal.
Chateia-me saber que uma comunidade deve se basear num veículo desses para se manter informada. Choquem-se também com as imagens abaixo e clicando aqui para ver as capas anteriores.
Sente o drama. Essa aí é a capa de sábado.
Agora, na figura abaixo é a capa do jornal desse domingo (9). Marquei com "*" algumas bizarrices:
1- "Prefeito deixa população na merda" - Bela forma de se fazer uma denúndia regional. Linguagem rica, saudável e que passa credibilidade, não é? (Ironia ON)
2- "Mulher volta do coma e mete marido no xilindró" - Ok, um texto mais leve e informal não é má idéia, mas achei feia essa chamada.
3- "Dupla de manés encara a tranca" - Quem é o editor dessa publicação para chamar alguém de mané?
E fiquem a vontade para ver mais bizarrices aí!
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Postado por Raquel 10 comentários Marcadores: Jornalismo, Sensacionalismo, Tosco


